Uma operação policial revelou um caso chocante no Rio de Janeiro, onde traficantes usavam uma igreja como boca de fumo e, segundo os agentes, chegaram a fazer sexo no altar, em um cenário que surpreendeu até investigadores experientes. A ação aconteceu em Petrópolis, na Região Serrana, e terminou com a prisão de suspeitos dentro do próprio templo religioso. De acordo com a Polícia Civil e a Polícia Militar, o grupo criminoso havia tomado a Capela São Paulo Apóstolo, no bairro Bingen, transformando o espaço em base para o tráfico de drogas e moradia. As atividades religiosas foram interrompidas, com missas proibidas e moradores da região sendo intimidados pelos criminosos.
Durante a abordagem, os policiais encontraram uma situação considerada “absurda”. Um casal foi flagrado sem roupas dentro da igreja, indicando que o local vinha sendo utilizado também para práticas íntimas. No espaço onde antes funcionava o altar, havia colchões e pertences pessoais, reforçando o uso irregular da capela. Segundo as investigações, os traficantes retiraram bancos e objetos religiosos, concentrando imagens de santos em um cômodo. A estrutura da igreja passou a ser usada como residência, com cozinha ativa e áreas adaptadas para descanso. O altar, inclusive, teria sido utilizado como dormitório.
Boca de fumo dentro da igreja
Além da ocupação irregular, a polícia constatou que o local funcionava como boca de fumo. Durante a operação, foram apreendidas dezenas de porções de drogas, incluindo cocaína e maconha, além de dinheiro em espécie. Parte do material estava escondida dentro da própria capela. Os suspeitos presos possuem antecedentes por tráfico de drogas e seriam ligados a uma facção criminosa. Alguns deles teriam vindo de outra cidade da Baixada Fluminense e estavam na região havia cerca de dois meses, com apoio de criminosos locais.
Moradores relataram que o grupo impôs regras na comunidade, gerando medo e alterando a rotina do bairro, que antes era considerado tranquilo. A presença dos criminosos também impediu a realização de atividades religiosas, afetando diretamente os frequentadores da igreja. Outro ponto que chamou atenção das autoridades foi a presença de um animal silvestre — um jabuti — mantido dentro do local junto aos suspeitos. A operação foi resultado de um trabalho conjunto das forças de segurança, que já monitoravam a movimentação de criminosos na região. O caso segue sob investigação para identificar outros envolvidos e esclarecer como ocorreu a ocupação do templo. Em nota, a Diocese de Petrópolis lamentou o ocorrido e informou que pretende dar continuidade às ações religiosas na comunidade, reforçando o compromisso com os fiéis da região.
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