Vinte e quatro servidores são suspeitos de vender vagas na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) em operação da Polícia Civil nesta terça-feira (7). A investigação da TV Anhanguera apurou que os suspeitos recebiam entre R$ 1.200 e R$ 5 mil para burlar a fila de cirurgias, exames e consultas. Segundo o delegado do caso, Danilo Victor, a maioria dos investigados são vinculados a cargos comissionado.
A Polícia Civil cumpriu 52 mandados, entre 6 de prisão temporária e 24 quebras de sigilos bancário e fiscal. A operação “Mercancia Torpe” foi realizada pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor). Os mandados foram cumpridos em Goiânia, Goianira, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Corumbá de Goiás, Catalão, Cromínia, Cristianópolis, São Luiz do Norte e Maripotaba. A reportagem pediu um posicionamento para todas as prefeituras. Porém, algumas cidades ainda não responderam.
Ao g1, a Secretaria de Estado da Saúde informou que a identificação das irregularidades ocorreu a partir do monitoramento contínuo do sistema de regulação realizado pela secretaria e destacou que está contribuindo de forma ativa com as investigações. Os investigados vão responder pelos crimes de falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informação, corrupção passiva, corrupção ativa e associação criminosa.
As condutas investigadas sobrecarregavam o sistema, pois priorizavam os registros de pacientes que pagavam pela inserção. “Há sobrecarga no sistema. Se muitas pessoas estão inseridas de forma indevida por meio de pagamento, esse tempo de espera vai se alongar. As pessoas que estão ali de forma regular são pessoas humildes que esperando um atendimento que nunca chega”, contou Danilo. A investigação apurou que, além da inserção de pacientes, a depender da quantia paga aos operadores do esquema, havia também a modificação da prioridade na fila de atendimento. Segundo o delegado, a investigação identificou dois perfis de pessoas que pagavam para burlar a fila: pessoas que sabiam da ilegalidade e pessoas que não tinham conhecimento para interpretar que a ação era uma atividade ilícita. “Se a pessoa entra na fila hoje e para lá na posição 400, 500, o operador conseguia que ela fosse atendida de maneira bem breve, indo para a posição 20, e em poucos meses era atendida”, disse.
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