Ícone do site Anápolis Informa

PC prende seis pessoas por internarem mulher compulsoriamente para vitima não participar de audiência

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem), deflagrou, na quinta-feira (14), a Operação Anathema, prendeu preventivamente seis pessoas e cumpriu dois mandados de busca e apreensão e suspensão do exercício de atividade econômica. A ação visou desarticular uma associação criminosa responsável por cárcere privado qualificado, sequestro e lesão corporal.

https://anapolisinforma.com/wp-content/uploads/2024/12/WhatsApp-Video-2024-12-28-at-12.36.23.mp4

A investigação teve início após o desaparecimento de uma mulher, em 7 de maio de 2025, que foi localizada em uma clínica terapêutica irregular, situada em Goiânia. A vítima foi internada compulsoriamente, sem necessidade médica, por ordem da mãe e da irmã, com intuito de impedir sua participação em audiência judicial relacionada à questões patrimoniais familiares.

https://anapolisinforma.com/wp-content/uploads/2024/12/WhatsApp-Video-2024-12-28-at-12.38.36-1.mp4

A clínica, que opera sem alvará de funcionamento, é também investigada por realizar internações compulsórias ilegais, com uso de contenção física e química, além da prática de maus-tratos. Nesta data, 20 internas do local relataram à PCGO que estavam ali contra a sua vontade e foram ouvidas pela equipe policial que dará andamento nas próximas diligências. Houve também a determinação judicial para a suspensão das atividades econômicas do espaço.

https://anapolisinforma.com/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Video-2025-02-25-at-10.47.20.mp4

Foram presos Leonardo Carneiro de Abreu Vieira, Rosane de Fátima Oliveira, Andiara Silva da Costa e Christiano Carneiro de Abreu Vieira, investigados que atuavam diretamente na clínica. O nome da operação, Anathema, vem do grego e significa “algo ou alguém amaldiçoado ou condenado à rejeição absoluta” — referência à gravidade e à total reprovação social e jurídica das práticas criminosas investigadas.

A divulgação da identificação dos presos foi procedida nos termos da Lei nº 13.869/2019 e da Portaria nº 547/2021 – PC, conforme despacho do(a) delegado(a) de polícia responsável pelo inquérito policial, de modo que a publicação de sua imagem possa auxiliar no surgimento de novas vítimas e testemunhas que façam seu reconhecimento, além de novas prova.

PCGO deflagra operação e cumpre mandados contra grupo pelo golpe do falso sequestro em três estados

A Polícia Civil de Goiás, por meio da 8ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia – 1ª DRP – com apoio das Polícias Civis dos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro -, cumpriu nesta semana (12 e 13 de agosto) os mandados judiciais expedidos no bojo da Operação A Fazendeira, deflagrada com o objetivo de reprimir crime de extorsão majorado pelo concurso de agentes e associação criminosa praticado por meio do golpe do falso sequestro. Apurou-se com as investigações que uma vítima  foi constrangida, mediante grave ameaça, a transferir o total de R$ 150,2 mil das contas bancárias de sua titularidade, da genitora e da empresa da família do ramo de produtos agropecuários. 

Durante o tempo em que esteve em contato com os criminosos, a vítima foi obrigada a espelhar a tela do seu aparelho celular por meio de um aplicativo, o que propiciou o acesso a dados sensíveis dela e posteriormente uso indevido de seu cartão de crédito. Com o apoio das Polícias Civis de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, foi dado cumprimento aos mandados de prisão temporária e busca e apreensão nos municípios de Belo Horizonte (MG), Guarujá (SP), Mesquita (RJ), São João de Meriti (RJ) e Duque de Caxias (RJ), na Baixada Fluminense, contra sete alvos que receberam indevidamente os valores repassados pela vítima, bem como utilizaram os dados de seu cartão de crédito. No curso da operação, foi lavrado auto de prisão em flagrante, no Estado do Rio de Janeiro, contra o companheiro de uma das investigadas por posse ilegal de arma de fogo, munição e receptação.

As investigações prosseguem para localizar, prender e interrogar os outros 10 alvos já identificados. Além dos mandados expedidos, a quebra de sigilo bancário sequencial prossegue em paralelo com as demais diligências buscando identificar os mentores do crime.

Sair da versão mobile