Vanessa Silva, a mulher que foi resgatada após um acidente com canoa que deixou três mortos, no lago da Usina Rialma, se segurou em galhos para sair da água, de acordo com o Corpo de Bombeiros. A embarcação caiu de uma barragem com 30 metros de altura e Vanessa foi encontrada cerca de 400 metros abaixo. A jovem está internada no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). O acidente aconteceu no domingo (10), entre os municípios de Arenópolis, Ivolândia e Iporá, na região oeste de Goiás. Vanessa ficou desaparecida por quase 40 horas e os corpos de Maxwel Alves de Oliveira, Mabia Glória de Oliveira e Edney Megda Marinho foram encontrados nesta terça-feira (12).
Ao g1, o sargento Ulisses Peres disse que um dos amigos conseguiu pular da canoa, mas também foi arrastado. A jovem relatou que não perdeu a consciência durante a queda e que sentiu quando bateu a cabeça em uma pedra, mas como estava de colete salva-vidas, não afundou. “Ela ficou tentando com o braço segurar em alguma coisa e, de repente, ela foi parar debaixo de uma moita de árvore, uns galhos, e aí ela conseguiu segurar, se arrastar e sair de lá, e saiu do rio e ficou ali. Ela ficou praticamente 40 horas nesse local”, contou o sargento.
Segundo o Corpo de Bombeiros, um rapaz da usina que estava ajudando nas buscas foi quem escutou os gritos de socorro de Vanessa, por volta das 10h. A equipe desceu nadando e fez uma maca improvisada com cordas e galhos para resgatá-la. Os bombeiros a levaram até a estrada mais próxima, onde a embarcaram em uma caminhonete até encontrar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Vanessa foi levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, depois, foi transferida para Goiânia de avião, segundo o sargento. “Só de ela estar viva, é bom demais. Agora é recuperar para que ela volte para casa, para estar junto com a gente de novo. É o que nós queremos”, disse Ronil Silva, irmão de Vanessa.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a equipe encontrou Vanessa às margens do rio, quando ela relatou como o acidente aconteceu. De acordo com ela, a força da água puxou a canoa em que os quatro estavam e fez com que eles descessem o vertedouro. Vanessa conta que o piloto não conseguiu realizar a manobra de retorno e a força da correnteza puxou a embarcação. Segundo o sargento Cristiano Rodrigues, a região tem muitas pedras, correnteza forte e galhos de árvores. Os casais estavam desaparecidos desde a tarde de domingo (10). Um dos desaparecidos publicou uma foto nas redes sociais antes de o grupo iniciar a travessia. Ramon Queiroz, delegado responsável pelo caso, informou que a Polícia Civil vai ouvir Vanessa após sua recuperação. A investigação busca entender as causas do acidente e se houve imperícia de quem estava conduzindo a embarcação.
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