O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, afirmou nesta quinta-feira (5/3), que a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como o “Sicário” de Daniel Vorcaro, pode ter sido uma tentativa de “queima de arquivo” e não um suicídio, como apontado pela Polícia Federal (PF). O parlamentar cobrou investigações do caso por parte da União, que confirmou ter aberto um inquérito para apurar a situação.
“Diante das informações já reveladas nas investigações, inclusive mensagens que apontam ameaças contra jornalistas e autoridades, não se pode descartar nenhuma hipótese neste momento, nem mesmo a possibilidade de que estejamos diante de uma eventual queima de arquivo”, escreveu na rede social X.
Na avaliação de Viana, um indivíduo sob custódia do Estado e que continha informações relevantes sobre um dos maiores escândalos financeiros e políticos do país morrer dentro de uma instalação pública sem explicações claras e imediatas é “extremamente grave” e não pode acontecer.
“A sociedade brasileira precisa saber exatamente o que aconteceu dentro de uma unidade da Polícia Federal. Por isso, exigimos uma investigação rigorosa, transparente e acompanhada de perto pelas autoridades competentes, para que toda a verdade venha à tona”, declarou. De acordo com o divulgado pelo parlamentar, foram oficiados a prestar eclarecimentos à CPMI do INSS o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, pelas justificativas citadas.
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