Um jovem de 25 anos foi preso em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, suspeito de matar o pai e fingir que ele havia desaparecido. Segundo a Polícia Civil (PC), ele apresentou depoimentos contraditórios, o que levou os investigadores a desconfiarem dele. A prisão aconteceu na quinta-feira (14). Segundo o delegado responsável pelo caso, Thiago Escandolhero, a esposa da vítima foi quem informou a Polícia Civil, no dia 3 de agosto, sobre o desaparecimento de Lazaro Tomé da Mota, de 64 anos, após embarcar em um ônibus, no mesmo dia.
Conforme a mulher, no dia do desaparecimento, o idoso havia tomado medicamentos a mais e entrado em surto. Assim, o caso foi tratado nos primeiros dias como desaparecimento, mas a falta de informações sobre a localização do idoso levou a uma mudança na linha de investigação, passando para homicídio. Por se tratar de um possível homicídio, familiares da vítima começaram a ser ouvidos. Durante os interrogatórios, o comportamento do suspeito começou a chamar a atenção. “Com o passar de alguns dias, é natural transformar desaparecimento em homicídio, mas não foi só o tempo [do desaparecimento]. O tempo do desaparecimento também colaborou, mas a atitude desse filho no primeiro depoimento que ele prestou na delegacia”, afirmou o delegado.
Segundo o delegado, ele entrou em contradição e mudou diversas vezes o depoimento, fazendo com que se tornasse o principal suspeito e fosse preso preventivamente. “No primeiro depoimento, ele falou que fazia 20 dias que não via o pai, que a relação deles era ótima. Ele continua entrando em contradição o tempo inteiro, já mudou a versão dizendo que viu o pai no dia. Isso que fez ele ser preso”, revelou o delegado.
A Polícia Civil acredita que o idoso foi morto logo após descer do ônibus. “Eles moram todos próximos. O pai dele estava em surto. A gente acha que ele [o idoso] desceu [do ônibus], e a casa do filho é bem próxima. Ou o filho encontrou ele na rua, ou o pai foi na casa dele”, contou o delegado.
Corpo encontrado
Dias depois, o corpo de um homem foi encontrado no bairro Monte Sinai, na margem de um córrego, com o cartão do ônibus da vítima. Por conta do estado avançado de decomposição, não foi possível realizar a identificação, sendo necessário um teste de DNA, o qual não ficou pronto até esta sexta-feira (15). Apesar da dificuldade inicial para identificar o corpo, a PC acredita se tratar de Lázaro. O suspeito deve responder por homicídio e ocultação de cadáver.
Fonte g1
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