Ícone do site Anápolis Informa

Esquema de agiotagem em Goiás tinha tortura e oração por dinheiro

Imagens revelam tortura e oração sobre dinheiro do grupo suspeito de um esquema de agiotagem, lavagem de dinheiro e extorsão em Luziânia. Na última sexta-feira (28), a Polícia Civil prendeu três policiais militares, uma advogada e outras pessoas que participavam das ações criminosas. Os próprios investigados gravavam os atos. O sargento da Polícia Militar (PM) de Goiás, Hebert Póvoa, foi um dos detidos durante a ação. Em 2022, ele disputou como vereador de Luziânia pelo PL. Conforme a Polícia Civil, o PM era o líder do grupo. Em um vídeo gravado por ele mesmo, o agente está dentro da casa de uma mulher que teria contraído uma dívida com a quadrilha. Ele aterroriza a vítima.

https://anapolisinforma.com/wp-content/uploads/2024/12/WhatsApp-Video-2024-12-28-at-12.36.23.mp4

Com arma na mão e diante de uma vítima amedrontada, ele dá tapas no rosto dela, a chama de “vagabunda” e “piranha”, além de a ameaçar. Ele afirma que ela pagaria caro, enquanto a mulher tenta dizer que não tinha recebido nenhum dinheiro. Neste momento, o policial toma o celular dela, que implora pelo aparelho e justifica que precisa dele para trabalhar. Em seguida, a devedora pede que o sargento confira o armário para mostrar que não conseguiu comprar nem o básico para a filha dela. O vídeo, divulgado pelo Metrópoles, é parte das provas reunidas durante a operação. Já em um dos vídeos divulgados pela TV Anhanguera, nesta segunda-feira (1º), a advogada Tatiane Meirelles aparece orando para o dinheiro conseguido de forma ilegal. “Agradecemos, Senhor, pela prosperidade que reina nesse lar. Te pedimos, Pai amado, que cada pessoa que receber esse dinheiro, que ela tenha gratidão, Pai.”

https://anapolisinforma.com/wp-content/uploads/2024/12/WhatsApp-Video-2024-12-28-at-12.38.36.mp4

Organização

Além de Hebert, os PMs José Ronan Ferreira Lustosa e Miguel Roberto Mendonça ajudavam nas cobranças. Os empresários que financiavam o esquema eram José Lindolfo Meirelles e os irmãos Daniel Alpha Lopes e Edson Alpha. Também chefe do esquema e responsável pelo apoio jurídico, está a advogada Tatiane Meirelles. Casada com o sargento Póvoa, ela foi presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-GO de Luziânia. A mulher, inclusive, aparece em um vídeo agredindo um homem com um taco de beisebol ao lado do marido.

https://anapolisinforma.com/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Video-2025-02-25-at-10.47.20.mp4

Desde outubro do ano passado a Polícia Civil investiga o caso. Durante a operação recente, os agentes apreenderam quatro celulares na casa do casal, quatro armas quatro simulacros de pistola, um taco de beisebol, uma máquina de cartão de crédito, talões de cheque e cerca de R$ 22 mil. Os PMs estão presos no presídio militar de Goiânia. Tatiane está detida na unidade prisional de Luziânia e três empresários também estão no município, na CPP. Todos já passaram por audiência de custódia. Em nota a Polícia Militar informou que os PMs foram afastados, que está colaborando e que os crimes foram cometidos fora do ambiente de trabalho. A Polícia Civil atua na identificação de outras vítimas. A reportagem do Mais Goiás não conseguiu contato com as defesas dos três PMs e da advogada, mas o espaço está aberto para pronunciamento.

Três policiais militares (PMs) de Goiás, uma advogada e outras três pessoas foram presas pela PCGO na sexta-feira (28). Eles são suspeitos de comandar um esquema de agiotagem, lavagem de dinheiro e extorsão em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal (DF). Um vídeo obtido pela Polícia Civil, registrado pelos próprios suspeitos, mostra a profissional do Direito espancando um homem com um taco de beisebol. O grupo teria movimentado mais de R$ 7 milhões em dois anos de atividade ilegal.

De acordo com as investigações coordenadas pela 5ª Delegacia Regional de Luziânia, a advogada Tatiane Meireles, que é esposa do sargento PM Hebert Póvoa, é a mulher que aparece no vídeo agredindo um homem, que estava de joelhos, atrás de um veículo. Enquanto ela batia na vítima, o responsável pela gravação do vídeo fez ameaças. “Aqui no Goiás você vai aprender como funciona.” Além de participar pessoalmente das cobranças, a advogada, de acordo com a PC, dava suporte jurídico à quadrilha. Além dela e do marido, foram presos também o sargento Miguel Roberto Mendonça e o soldado José Ronam Ferreira Lustosa. Todos os PMs são lotados no quartel de Luziânia.

Fonte Mais Goiás

Sair da versão mobile