O aposentado José Borges da Silva, de 81 anos, morador de Itauçu, na região noroeste de Goiás, perdeu pela segunda vez o benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) após ser considerado morto no sistema. Sem a aposentadoria, o idoso afirma que tem enfrentado dificuldades financeiras e atualmente depende de pequenos bicos e doações de cestas básicas feitas por moradores da cidade.
José se aposentou como trabalhador rural em 2008 e afirma que o benefício é sua principal fonte de renda. Vivendo sozinho, ele relata que não tem conseguido pagar contas básicas e precisa fazer serviços simples de reparo para tentar complementar o orçamento. Segundo o advogado do idoso, Rafael Cesári, a primeira suspensão da aposentadoria ocorreu em agosto de 2021, quando José ficou mais de dez meses sem receber o pagamento. Na ocasião, um erro no sistema do INSS acabou misturando os dados do aposentado goiano com os de outro homem da Bahia.
A situação voltou a se repetir em agosto de 2024, quando o benefício foi novamente interrompido. De acordo com a defesa, o problema ocorreu após a morte de um homem na Bahia que utilizava indevidamente os dados de José Borges da Silva. Um laudo da Polícia Civil apontou que os dois idosos compartilhavam dados semelhantes desde a década de 1970, o que acabou gerando o conflito de informações nos sistemas.
Ainda segundo o advogado, há indícios de que o homem que utilizava os dados possuía baixa instrução e possivelmente não sabia da irregularidade. Para tentar resolver o problema, um novo processo foi aberto em junho de 2025 junto ao INSS. José afirma que já procurou o órgão e também a Receita Federal, acompanhado do advogado, mas até o momento não conseguiu regularizar a situação nem retomar o pagamento da aposentadoria.
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