Delegado que prendeu advogada em Cocalzinho de Goiás é transferido

delegado Christian Zilmon, responsável pela prisão da advogada Áricka Alves dentro de escritório em Cocalzinho de Goiás, foi transferido de unidade e agora vai desempenhar suas funções em Águas Lindas, também no Entorno do Distrito Federal. A medida foi oficializada pelo Conselho Superior da Polícia Civil na quarta-feira (22). A transferência decorreu de intervenção Ordem dos Advogados do Brasil Seção Goiás (OAB-GO), que considerou a prisão de Áricka Rosalia Alves abusiva. Antes de ser detida, a profissional criticou o arquivamento temporário de um boletim de ocorrência registrado por Christian.

O afastamento “de ofício” ocorre sem direito ao prazo de trânsito, o que obriga o delegado a deixar a cidade e se apresentar na nova unidade imediatamente. A Diretoria-Geral da Polícia Civil expediu ainda portaria em que veda aos delegados conduzir investigações ou efetuar prisões em ocorrências nas quais possuam envolvimento. Recentemente, a OAB-GO cobrou uma investigação para verificar se um drone utilizado para sobrevoar a residência da advogada teria ligação com o delegado. As imagens da aeronave foram gravadas por familiares da jurista e mostravam um equipamento em operação sobre a casa dela, em Cocalzinho de Goiás.

Desde que prendeu a advogada, em 15 de abril, o delegado tem se pronunciado sobre o assunto e negado rumores de irregularidade na detenção. Na última segunda-feira (20), Christian Zilmon mostrou o registro de voo de seu drone e negou ter monitorado Áricka. O delegado já havia negado e dito que o equipamento estava danificado, mas compartilhou um vídeo sobre o assunto. “Aqui está o suposto perseguidor e o controle dos logins. No dia 18 teve apenas um voo, o outro foi dia 29/3, mais de 18 dias de diferença.”

Segundo ele, na última utilização, quando o equipamento teve um problema, ele saiu da casa dele e caiu perto da delegacia. “A gente não precisa provar nada, mas mostrando que isso [a denúncia] é totalmente infundado.” Christian Zilmon prendeu a advogada Áricka Cunha no escritório dela, em Cocalzinho, sob a alegação de que a profissional teria cometido o crime de difamação contra ele em redes sociais. A profissional foi liberada em seguida e afirmou que tomaria as providências jurídicas necessárias.

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