Após intervenção na (UPA) da Vila Esperança, OS (INDSH) pronuncia 

Em nota enviada à imprensa, o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), que era responsável pela gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Esperança, condenou a atitude tomada pela Prefeitura que culminou na retirada imediata da Organização Social (OS) do local. No pronunciamento, a OS pontuou que não enxerga a ação do prefeito Márcio Corrêa (PL) como uma intervenção, mas sim como uma quebra contratual.

Em resposta, a INDSH negou a falta de médicos, apresentando folhas de ponto que comprovam a presença dos profissionais. A OS também denunciou “sucessivos atrasos no repasse de verbas” pela Prefeitura e alegou que a unidade atende a um público superior ao contratado. Além disso, a INDSH afirmou que os problemas se intensificaram com a nova gestão, que supostamente demonstrou “falta de interesse público” e resistência ao diálogo.

” O Prefeito de Anápolis Márcio Corrêa (PL) determinou a intervenção na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Esperança na noite de quinta-feira (20), destituindo a INDSH da administração com apoio da Polícia Militar. Corrêa justificou a decisão alegando “negligência e omissão” por parte da Organização Social (OS), citando como estopim a suposta falta de médicos na unidade em 15 de março. Segundo o prefeito, os profissionais estariam realizando um concurso público, resultando em um “apagão” no atendimento.

NOTA NA INTEGRA

O INDSH repudia o rompimento unilateral de contrato na gestão da UPA Vila Esperança, promovida pela prefeitura de Anápolis. E deixa claro: não houve intervenção, mesmo porque não haveria motivo para isso. Houve sim quebra contratual. Falta de médicos no dia 15 de março
Não houve falta de médicos, conforme alegado, o que pode ser comprovado pela Folha de Ponto à disposição das autoridades públicas. Inclusive o atual vice-prefeito Walter Vosgrau estava em visita à UPA nessa data.

Dívidas da prefeitura
A unidade sofreu sucessivos atrasos de repasses de verbas, o que pode ser comprovado em Balanço Patrimonial em anexo, publicado no Diário Oficial do Estado de Goiás em 20 de março de 2025, fazendo com que o INDSH cobrisse esses rombos a fim de evitar prejuízos a pacientes, trabalhadores e fornecedores. Atendimento acima do contratado
A meta contratual da UPA era de 12 mil atendimentos/mês. No entanto, o INDSH atendia em média 14 mil/ mês, chegando a 17 mil em alguns meses. Esses números estão no sistema CELK, da própria prefeitura. Isso, além de sobrecarregar a unidade, impedia melhorias tanto estruturais quanto aprimoramento técnico da equipe.

Sem diálogo
Esse problema se acentuou com os atuais gestores públicos, que nunca quiseram manter diálogo na busca de soluções, demonstrando falta de interesse público. O que o INDSH fará?
O INDSH manterá a serenidade e sua trajetória baseada na ética, na defesa do SUS e sua confiança na Justiça, no Ministério Público e Tribunal de Contas, na busca da verdade e do seu lema ‘Respeito à Vida’.

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